Aproveitando a recente insônia que me visita noite sim outra também, eis que em uma mesma surgem dois novos assopros. O primeiro, este do qual esse post se trata, e um segundo, conclusão de obra em construção de tempos, mas que voltarei mais tarde para discorrer sobre. A idéia é aquela: precisamos de templos para nossa fé? O cristianismo, e principalmente o catolicismo, sempre surge com fortes palavras e lindos dizeres, parábolas para vida, grandes punições e atrevimentos. Fé, cada um tem a sua. E esse texto não se preocupa em criticar ou questionar a fé católica, até mesmo pelo fato de eu usar em meu pescoço um terço de lágrimas de Nossa Senhora, pedido para minha mãe quando de minha recente descoberta pela fé. Só insisto na idéia de que cada um faz e acontece, independente de qual a sua religião, da maneira que mais lhe convém. Eu entro em igrejas, rezo ajoelhado. Mas isso não significa que preciso ouvir o que o padre tá dizendo lá na frente, ou que realmente acredito ser um pecador e só mesmo a penitência vai me salvar. Minha hóstia é o self-service barato, e por isso agradeço. Sinal da cruz quase sempre erro (quem mandou nascer canhoto?). Mas minhas crenças são sempre verdadeiras, pelo menos enquanto nelas eu acreditar.
Idioma Amém
Misericórdia minha cama quente
O meu silêncio alto-falante entre os dentes
Os meus milagres inventados na insônia
O meu sangue de Cristo tinto e seco em 5 litros.
Amém.
Amém.
Pés com a dor e o peso do insuportável
Minha confissão é no boteco encharcado
Os sinos que me chamam sonâmbulas mentiras
Minha hóstia consagrada self-service barato
Amém.
Amém.
Idioma Amém
Misericórdia minha cama quente
O meu silêncio alto-falante entre os dentes
Os meus milagres inventados na insônia
O meu sangue de Cristo tinto e seco em 5 litros.
Amém.
Amém.
Pés com a dor e o peso do insuportável
Minha confissão é no boteco encharcado
Os sinos que me chamam sonâmbulas mentiras
Minha hóstia consagrada self-service barato
Amém.
Amém.


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