O gosto pelos escritos não é de agora, tampouco dez ou doze anos. Inclusive, acho que gosto muito mais de escrever do que ler, confesso. Não sou um grande leitor, o que pode parecer antagônico, pois em breve se concretizará um projeto de tempos, primeiramente através da Caracol Escritos & Merendas, livraria bonita que vem por aí e da qual sou sócioamigo. Eu leio, mas nem tanto, e também nem pretendo. Quando fascinado por algo, me dedico não somente aos escritos em si, mas em descobrir e saber mais sobre o autor, sobre suas coisas. Daí, é um mundo que possibilidades que se anuncia. A última "descoberta" dessas foi o Mia Couto, há pouco mais de ano, e a partir daí muitas coisas acenderam a lampadinha das idéias. Não venho de uma família de leitores, apesar que o pai sempre lia o jornal e a mãe volta e meia aparecia com revistas de fofocas em casa. Nossa situação financeira era uma, o local em que víviamos tinha outra dinâmica. Era um contexto próprio, no qual se valorizavam outras coisas. Me lembro escrever, na segunda série, uma estória sobre um tatu-bola, coisa de colégio. Fui premiado e tudo, mandei bem. Hoje, escrevo sobre caracóis, que despertam meu fascínio.
Na terceira série, a minha onda era ser cantor sertanejo. Adorava aquelas duplas todas. Mas meu irmão nunca quis cantar comigo. Vai saber... Até hoje, admito, eu gosto de algumas das músicas dessa época. E isso é problema meu! Foi nesse ano também, 1992, que ganhei um concurso na turma, o prêmio foi uma caixa de chocolate Bis. Era uma espécie de show de talentos, e eu fiz uma música que não tinha nada com nada, mas era divertida por si só. Mais ou menos assim:
"Mas hoje eu vou pra Santa Rosa
Comer galinha e farofa
Vou ver no mar um boto rosa"
Para quem não sabe, Santa Rosa é a cidade natal da Xuxa. Mas e Santa Rosa tem mar, é? E mar tem boto-rosa, é?
Mais tarde, bem mais tarde, foi a coisa do RAP. Alguns escritos dessa época já coloquei aqui, dá pra se perceber bastante as referências. E assim foi indo. Eu fiquei um bom tempo sem escrever, desacreditado nas minhas palavras. Agora, considero a melhor produção que poderia ter. Acalantos, músicas infantis, textos, poesias. A Anatomia dos Ventos. Dos meus ventos.
Na terceira série, a minha onda era ser cantor sertanejo. Adorava aquelas duplas todas. Mas meu irmão nunca quis cantar comigo. Vai saber... Até hoje, admito, eu gosto de algumas das músicas dessa época. E isso é problema meu! Foi nesse ano também, 1992, que ganhei um concurso na turma, o prêmio foi uma caixa de chocolate Bis. Era uma espécie de show de talentos, e eu fiz uma música que não tinha nada com nada, mas era divertida por si só. Mais ou menos assim:
"Mas hoje eu vou pra Santa Rosa
Comer galinha e farofa
Vou ver no mar um boto rosa"
Para quem não sabe, Santa Rosa é a cidade natal da Xuxa. Mas e Santa Rosa tem mar, é? E mar tem boto-rosa, é?
Mais tarde, bem mais tarde, foi a coisa do RAP. Alguns escritos dessa época já coloquei aqui, dá pra se perceber bastante as referências. E assim foi indo. Eu fiquei um bom tempo sem escrever, desacreditado nas minhas palavras. Agora, considero a melhor produção que poderia ter. Acalantos, músicas infantis, textos, poesias. A Anatomia dos Ventos. Dos meus ventos.



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